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A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO EM SALA DE AULA.


  • DESCRIÇÃO: Artigo Cientifico apresentado a Faculdade Facvest- Lages SC, como pré requisito para conclusão do curso de graduação em História
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  • Publicado em: 27 de junho de 2012 10:24
A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO EM SALA DE AULA.

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Alciones da Silva Morais

Renato Rodrigues

Sérgio Murilo Schütz

 

Resumo

Este artigo científico visa conscientizar os profissionais das áreas da educação, a importância do ensino de História como disciplina em sala de aula, responsável por construir, reconstruir, narrar, descrever as ações humanas, ou seja, a História é uma narrativa das sociedades, dos grupos ou indivíduos inseridos em seu tempo e espaço como sujeitos históricos responsáveis em transformar o social. Temos estar convencido que nossa função é a preparação do aluno para a vida em sociedade, e para o mundo dentro de certos princípios, de valores, ética, direitos e deveres, e conscientizar o sujeito, inserido ao processo de exercício da cidadania, solidariedade e de sua qualificação social e profissional para o trabalho, ou para a sociedade, sejam  aspectos individuais ou coletivos.

Introdução

         A História é uma narrativa, e toda narrativa histórica se baseia relativamente ligada aos aspectos culturais do sujeito, toda a narrativa é um subproduto do processo histórico e cultural, no que tange narrativa histórica se filtra conteúdos com mais ou menos apegos de acordo com os laços culturais de quem vive, narra e descreve acerca do objeto.

A definição de cultura Segundo BURKE

[...[cultura é um sistema com limites muito indefinidos[...].Hoje, contudo segundo o exemplo dos antropólogos, os historiadores e outros  usam o termo cultura muito mais amplamente, para referir-se a quase tudo que pode ser aprendido em uma dada sociedade como comer  beber, andar, falar, silenciar e assim por diante. Em outras palavras a historia da cultura inclui agora, historia das ações ou noções subjacentes a vida cotidiana. BURKE, 1989. P.20-21.

          A História em sala de aula esta em constantes transformações, age como formadora de sujeitos, os métodos de ensinar História esta se transformando de acordo com que se evolui a humanidade, os historiadores modernos, da nova história atuam na educação em sala de aula como mediadores do conhecimento, não somente como dominadores de possíveis verdades, enraizados como produto de um passado feito de herói ou fatos marcantes. A forma didática e metodológica se trabalha a História como disciplina em sala de aula, fazendo discurso acerca de reflexões do presente, das diferentes realidades, trabalhando grupos ou indivíduos, partindo principalmente das realidades do presente, trabalhando o passado não como verdades absolutas, incontestáveis, de um passado perfeito.

      A História faz sentido como acontecimento histórico das ações humanas pode fazer uma reflexão sobre determinados acontecimentos de uma realidade subjetiva aos nossos olhos, reflexivas aos olhares críticos de historiadores modernos, questionando, sobre determinadas verdades de um passado obscuro, de ações pertinentes ás excentricidade verídicas de ações feitas por homens políticos. Podem-se abordar temas de tamanha magnitude como a Revolução Francesa questionando sobre verdades que enaltecem pequenos homens transformando-os em grandes heróis, ícones da História tradicional. Porém historiadores modernos com visões multilaterais abordam o mesmo tema fazendo reflexões, em como teria sido a Revolução sem a presença das camadas menos favorecida.

        Segundo VIEIRA a História humana não se desenrola apenas nos campos de batalha e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos nos colégios, nas usinas nos namoros de esquinas. Disso eu quis fazer a    minha poesia. Desta matéria humilde e humilhada, desta vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma  traição á vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta as pessoas e coisas que não tem voz. (VIERA, 200, P.11)

         Em muitos países a educação em sala de aula é considerável boa em relação ao Brasil, o índice de analfabetismo é zero por cento, podemos dizer com segurança que o conteúdo aplicado na educação escolar é favorável ao aluno, que possibilite ao individuo uma paixão pelo aprender o ensinamento das disciplinas, nesses países se observa que a desigualdade social é quase inexistente, onde ricos e pobres tem o mesmo direito a educação. Portanto no Brasil é diferente, os métodos de ensinar principalmente as disciplinas que propiciem as reflexões das realidades sociais, constituem métodos já ultrapassados, obsoletos ou desatualizados, no que tange a política institucionais, ou sistema educacional do Brasil é fundamentado no sentido de que o professor tem que seguir um padrão sistematizado pelo estado, ou pela própria instituição, publica ou privada, onde as series iniciais principalmente recebem um plano didático onde só é passado “verdade absoluta” questionado pelos alunos, a resposta que recebem é que eu estou ensinando o que esta escrito aqui no livro. Entretanto não existe nenhum interesse do aluno em ir para escola.

         Os historiadores que trabalham em sala de aula podem mudar os métodos trabalhando a disciplina de História de forma diversificada diferenciada dos padrões educacionais até então existentes trazendo a tona o verdadeiro gosto pelo ensino de História.

         Necessariamente na disciplina de História, principalmente, que trabalham o pensamento, existem as reflexivas ideologias teóricas filosóficas que são suportes capazes de criar conceitos, abrindo leques tanto ao processo e transmissão do conhecimento, quanto ao processo de assimilação, nas relações educador-educando, como peças fundamentais associadas alienadas e relacionadas entre si.

            Portanto se a Historia é uma narrativa, podemos afirmar que todo o processo histórico esta em constantes transformações, e a veracidade histórica esta relacionada aos olhares e bases culturais de quem vê escreve e narra. Neste sentido, estamos convencidos de que a historia se limita ao  “?” ponto de interrogação? Quando se relaciona História como disciplina no campo educacional, e o educador trabalha como mediador do conhecimento histórico propriamente dito, donas da verdade impondo os modelos autoritários, formando alunos peças modelos de cunho tradicional abarcado ao conservadorismo pitoresco e antigo, e o livro didático funciona como manual ou material pronto e acabado, de certa forma inquestionável dependendo da forma com que é trabalhada dentro da sala de aula, quando se refere ao processo ensino aprendizagem, já ultrapassada aos modelos pedagógicos modernos, apesar de que as escolas modernas atualmente existem certas liberdades institucionais visível aos parâmetros tradicionais e antigos.

         Como pratica pedagógica, a História é de fundamental importância na formação do sujeito, propiciando a oportunidade de pensar e se identificar como sujeito, importante para a construção de todo o processo social, e se identificar individualmente porem de grande importância para o desenvolvimento em todos os aspectos da coletividade, ou como parte indispensável para a formação de um todo.

         A reflexão de conhecer e dar sentido as coisas, do passado presente e futuro, o conhecer e dar sentido, nada mais é que interpretar o universo ao nosso redor, ao nosso mundo. Na verdade a historia só faz sentido quando vemos um mundo de possibilidade, probabilidade, e nos vemos como parte de todo um processo historicamente humano e não podemos ver historia na objetividade, na individualidade, mas sim nas múltiplas facetas objetivas ou subjetivas que o objeto nos possibilita, entre elas é interpretar no cosmo visibilidade ou visão de mundo, em partes ou em um “todo”, abarcado a todos os aspectos e as relações sociais, e a coletividade é parte fundamental nesse processo.

            Na vivencia em sala de aula, trabalhei a disciplina de História abordando o tema Revolução Russa com o terceiro ano do ensino médio no Colégio Expressão, minha principal abordagem foi de forma qualitativa com o uso de textos didáticos, revistas música, comentários refletivos acerca do objeto de estudo em questão, Revolução as causas e conseqüências, questionando a situação da sociedade russa naquele período, os principais motivadores da Revolução a importância das camadas menos favorecidas etc.

         Nos anos80 aos conteúdos ensinados nas escolas sofreram transformações ou “reformulações curriculares capazes de integrar alunos das camadas populares havia consenso sobre a relevância social de  conteúdos veiculados nas escolas” … (História nas Atuais Propostas curriculares…)

        O conteúdo de História não é o passado, mas o tempo, ou mais exatamente os procedimentos de analise, e os conceitos de levar em conta os movimentos das sociedades de compreender seus mecanismos, reconstruir seus processos e comparar suas evoluções NIKITIUK,2007,p.16.

         O estudo da Historia como ciência, tendo em vista que certos eruditos com visões controvertidas, em relação às ações já estabelecidas dentro do sistema sócio-cultural e histórico, e a oportunidade de conhecer os verdadeiros sentidos dos fatos, sejam eles históricos de um passado, vivido por sujeitos em seu tempo ou históricos de um presente, que certamente perpetuará num futuro, como marco de um processo pré-estabelecido. A verdade é que o conhecer, ou o descobrir nos levam a trilhar caminhos nunca antes imaginados por nós, mas a curiosidade em descobrir o que aconteceu em diferentes lugares e períodos da historia, leva  nós sujeitos que vivem a Historia do seu tempo, sejam eles educadores, alunos, pensadores ou intelectuais das mais diversas áreas do conhecimento, a serem verdadeiros historiadores do seu tempo e espaço.

  •          A História como disciplina na visão positivista, se permeia como conhecimento absoluto, abarcado no empirismo do fato, como se todo o processo de transformação fossem resultantes de determinadas causas e efeitos ou como o fator resultante se caracterizassem como conseqüências.
  •          A História, como um conhecimento global, organizando todo o passado da humanidade num processo contínuo e harmonioso que sofre transformações em conjunto como se a humanidade se constituísse num todo que se evolui a partir de causas e conseqüências comuns [...] há um conhecimento pronto e   acabado. NIKITIUK,2007,p.16.

          Porém, só o historiador da nova historia, com certa formação erudita, e critica reflexiva, tem a liberdade de escolher o seu objeto de analise, e a oportunidade de se libertar de uma historia positivista, voltada aos fatos e feitos de homens, e seus grandes eventos como ícones preponderantes e inquestionáveis dentro do seu processo histórico, como atores e figurinos inertes dentro do livro didático, aos moldes tradicionais da velha historia. O buscar conhecer o que esta por traz da história, nos possibilita a varias possibilidades de descobertas muitas vezes inacreditáveis grosso modo, alem de que, significa buscar possibilidades que desperta o interesse de cada historiador critico por natureza, e somente assim conseguimos alcançar nossos objetivos, assim sendo conseguimos nós historiadores a nos identificar como ser historicamente inserido dentro de um espaço, como ser resultado de uma evolução do meio natural, dentro do tempo passado presente, como sujeito que faz parte e está inserido dentro de uma nação.

         Quando estudamos o objeto seja ele o homem inserido em seu tempo e espaço, a História como ciência nos possibilita a entendermos a vida do homem e suas relações com, e ao longo do seu tempo e espaço, seja tempo passado ou presente com diferentes perspectivas. Na atualidade se estuda Historia como ciência relacionado a vida do homem o dogmatismo didático propriamente dito, e inserido em salas de aula se estuda especialmente as vidas e ações de homens, ou seja narrativas de vidas publicas, de heróis de alguns eventos históricos, inseridos se questões referentes de cada um, como tornar esse conceito em algo pratico na sala de aula, é um assunto que intriga historiadores modernos o que se estuda hoje apoiado ou se baseado unicamente ao livro didático  é feito narrativas históricas de vida publica, heróica de alguns sujeitos, uma narrativa seja critica ou questionadora de um passado que nos faz duvidar da veracidade dos fatos, e a historia não trabalha com fatos consideráveis verdades, mas sim fatos questionáveis buscando a verdadeira essência do saber como conhecimento.

         Atualmente se estuda ou se ensina em sala de aula a História como disciplina, um determinado evento, relacionado ao contexto ou processo histórico diferente de estudos ou reflexões de mesmo assunto num outros períodos anteriores porque a reflexão acerca determinado assunto inserido ao contexto social, em diferentes períodos de tempo, ou seja, essa narrativa histórica se diferencia porque certamente se transformou ao longo do tempo, um exemplo é a Revolução Francesa, que se define liberdade de décadas anteriores é diferente de liberdade de hoje apesar de que a base histórica que deu origem a liberdade ou direito é a mesma, só que o contexto relacionado a liberdade é diferente porque o processo social se contextualizou de acordo com o seu tempo. Anteriormente a historia se baseava nos fatos e não se preocupava tanto na verdade, mas essa historia atrasada esta perdendo espaço para a nova historia como ciência da narrativa que reproduzem conhecimento a partir de bases teóricas de pensadores, que escrevem teorias que possibilite a reflexão suficientemente capaz de criar ou reformular conceitos dentro dos parâmetros do processo de relações sociais de ensino e de aprendizagem.

         No campo tecnológico do processo de transmissão do conhecimento, se nota uma grande complexidade no crescimento dos meios de transmitir informações, numa sociedade perplexa de recursos tecnológicos avançados, a forma de transmitir o conhecimento se permeia ao desuso devido a principalmente as grandes variedades de suportes de apoio ao processo de transmissão de conhecimento sejam eles no campo acadêmico ou institucional voltados ao ensino fundamental e médio. Entretanto a formação acadêmica nos modelos modernos acompanhando a tecnologização educacional de acordo com a necessidade e realidade social faz se necessário o educador acompanhar a evolução tecnológica dos meios e inserir dentro e fora das salas de aula, recursos técnicos que possibilite inovações no campo de transmissão de conhecimento para um publico cada vez mais evoluído tecnologicamente, num processo acelerado de recursos e meios de comunicação em massa, voltado aos aspectos de entretenimento, ou trabalho.

         Já as grandes variedades de materiais e formas a serem trabalhadas em sala de aula são apenas parte de muitas opções que os educadores têm, a flexibilidade metodológicas educacionais tem que estar atualizada e muitas vezes não se deve apegar apenas aos modelos estabelecidos pelas instituições seja elas publicas ou privadas.

         Infelizmente o modelo educacional tem como formas padrões estabelecido do modelo europeu de ensinar o sujeito com formação, educando o corpo a alma e a mente, como membro de um grupo alienado, e consciente de seu papel, como peça de um jogo de poder, ou peça fundamental do sistema capitalista, e o conhecimento, é um acumulo empírico resultados das nossas vivencias, desde que nascemos somo obrigados a beber coca-cola a usar marcas que foram implantadas em nossa cultura e se perpetuam a cada geração que se passa.segundo CERTEAU

           Faz pouco tempo, Alver Toffer anunciava o nascimento de uma “nova espécie” humana gerada pelo consumo [...]  essa espécie em formação transumante e voraz, movimentando-se entre as pastagens da mídia, teria como traço distinto a sua “automobilidade”. Voltaria ao antigo nomadismo, para caçar agora, porem, em pradarias e florestas artificiais.  CERTEAU, 1994.p.29.

         Essa realidade cotidiana esta presente em sala de aula, em nossos meios em nossas vida.

         Podemos observar que somente as ciências do pensamento faz nós ver além do horizonte obscuro, as visões e leituras de mundo é de suma importância para que o educando através de leituras de mundo tendo como base literaturas teóricas, a formular uma terceira leitura que seria uma leitura essencialmente critica, consciente e objetiva da realidade social.

         A relação e formação educacional voltada ao mercado de trabalho, se estabelece padrões que seriam aceitos dentro do sistema capital trabalho, e a necessidade de mão-de-obra qualificada fez necessariamente associar nível escolar como forma de modelo que seria aceito no trabalho das industrias e comércio e a remuneração seria mais favorável se houvesse uma melhor escolaridade, a função do professor é formar sujeitos preparados para o mundo tecnológico, político, econômico e social de um sistema capitalista.

           Finalmente não podemos estudar a historia como forma de organização do passado, mas sim como ciência do conhecimento que relaciona passado presente e nos possibilita até em observarmos possíveis perspectivas para um futuro. Se o conhecimento é uma mediação e não uma imposição, e dentro de uma instituição seja instituição de ensino, de religião ou poder político ou militar etc. esse conhecimento age de acordo com o seu contexto, e suas realidades sociais, e na relação aluno-professor, o conhecimento age como formas de troca de experiências, imaginem que na medida em que o sujeito dentro de uma instituição veja o educador não como professor, mas também como amigo, ou como um ser humanos, com suas paixões, desejos, defeitos e qualidades, não como impostor de uma verdade absoluta, mas como mediador do conhecimento igualitário, o educador não pode se ver como se somente  tivesse ensinando, mas que também esta aprendendo de forma igualitária, se torna uma relação amigável, e de certa forma benéfica ao processo ensino aprendizagem, tanto quanto ao aluno, é nessa hora que o professor não deve se sentir o dono da verdade, ou uma autoridade do assunto, pois ele esta vivenciando diferentes situações da realidade social dentro de um único espaço a sala de aula.

         A base de nossa cultura é essencialmente fundada ao eurocentrismo, as disciplinas de Historia e geografia, ou demais ciências que estudam as relações humanas, naturais, ou sociais, se baseia nas raízes européias de transmissão do conhecimento. Nas navegações marítimas as potencias européias foram os pioneiros e as demais nações apenas aceitaram porque a Europa sempre se achou no direito de ser o centro do mundo, foi ela que desenvolveu o processo de expansão marítima e comercial, foi a Europa que desenhou os mapas de navegação, de mundo, se colocou ao centro, e se o mapa tivesse sido inventado pelos africanos seria o mesmo mapa que nos conhecemos?, Então toda a fonte, temos que questionar em sua essência, elas foram construídas dentro dos aspectos favoráveis ao sistema de poder vigente. O homem como questionados do mundo ao seu redor tem a responsabilidade de descrever uma narrativa dos fatos esquecendo sobre sua verdadeira historia, mas dando novos sentidos a essa historia, ate então inquestionável e a função do historiador é exatamente questionar refletir usando bases teóricas, filosóficas e documentais das mais diversas fontes, reconstruir, repensar, reescrever, e dar novos sentidos a Historia.

Conclusão

         Partindo dos principio básicos no que se refere a História como disciplina na área da educação, seria eu ingênuo se dissesse que a escola em que prestei intervenção pedagógica está dentro dos padrões que propicie uma educação  de possibilidades reflexiva ao sujeito, a respeito de si mesmo e do mundo em que faz parte. Ou seja, a História como Ciência formadora de conceitos  do real, do ser humano, deste imenso mundo de perguntas e questionamentos, das vivencias de indivíduos ou grupos inseridos em seu tempo e espaço como sujeitos históricos responsáveis por todas as transformações objetivas ou subjetivas, do real, do imaginário ou do pensamento, do mundo visível mundo real, ou invisível que seria o mundo das idéias.

         De mesma foram que seria hipocrisia minha dizer que o educador não tenha as ferramentas que vise transformar os métodos até então apresentado como forma de ensino de História sistematizada compilados em recortes de fatos históricos que foi o caso do tema apresentado “Revolução Russa”.  Pois sei que, no que se refere à educação e suas transformações, estamos convictos de que toda a transformação no que refere aos métodos educacionais, principalmente no que tange os métodos disciplinares voltado aos aspectos propiciando reformulação ou reflexão dos pensamentos e idéias, é um processo lento, ou seja, “todas as transformações no que tange o mundo das idéias e pensamentos  seja do subjetivo ou objetivo é um processo lento”.

         Mas tenho que admitir que não é difícil, em minha opinião o que falta é  ter em mente nosso verdadeiro papel como educadores temos em mente quando decidimos atuar como educadores, não só como possuidores do conhecimento que admite ser verdades,  mas como mediadores do conhecimento.

         Se o escrever história baseado nos grandes acontecimentos, a História como ciência ensinaria uma verdade utópica de superficial de uma minoria, deixava de lado grande parcela da humanidade excluída, como se as massas populares ou os menos favorecidos não fizessem parte dos processos de evolução da humanidade. Não é essa a História que devemos ensinar em sala de aula. Devemos dar voz e vez aos excluídos.

         O estado, à igreja, os regimes políticos, apoiado pelos interesses privados, e fortalecido pelos meios de comunicação, que muitas vezes constitui domínio entre indivíduos, controlando e submetendo os a escreverem História favorável a uns, e desfavoráveis a outros. Esse método de trabalhar a história como ciência das verdades, escritas e narradas por meio de domínio, político, publico ou privado. Não é a forma de se trabalhar a História como disciplina em sala de aula.

         A História como disciplina, é uma necessidade social, e a função do educador não é reproduzir, mas sim produzir à narrativa e passar em sala de aula, pois a História de hoje nunca vai ser a História de amanha, e certamente nunca foi à mesma História de ontem.

        A História se escreve fazendo a narrativa, visando recuperar,        ações, fatos, feitos em determinados tempos, seja passado presente, ou acontecimentos, com ícones principais homens, em toda sua plenitude em todas suas experiências, ações,   situações, paixões, desilusões, analisando, a realidade de um passado, fazendo a reflexão acerca do objeto em seu meio, “essas experiências se manifestam sobre as mais variadas formas, como valores, como imagens, sentimentos, arte, crenças, trabalhos, tradições, culturas etc.” VIEIRA,   2000.P.12.

         Dos resultados de nossas vivencias, se originou a História, sendo assim podemos afirmar que jamais existiria a História como ciência, estudada hoje, se não existisse o homem e sua ações prerrogativas construtivas ao longo do tempo, os historiadores trabalham o objeto, não como paradigma, mas como reflexão das ações cotidianas aos mais amplos aspectos. Entretanto é essa a idéia que temos a responsabilidade de passar em sala de aula nos métodos de História como disciplina a ser ensinado na educação, aprender História sim ma para principalmente refletir sobre acontecimentos humanos acerca do passado. Em minha opinião “todo o discurso histórico do passado, e nós como historiadores no campo educacional, temos que procurar respostas de acordo com as realidades do presente, ou todas as ações humanas no cotidiano em que estamos, são conseqüências das ações do passado, não dos acontecimentos em si como verdades, mas como as realidades sociais exercidas por sujeitos ou grupos”.

         É de fundamental importância, que os educadores trabalhem a História como ciência fundamental no processo de ensino e aprendizagem, do sujeito inserido em seu tempo e espaço, como sujeitos responsáveis, sujeito passível, ativo em seu espaço natural, tendo consciência de seu papel de sujeito transformador das realidades sociais.  Enfim podemos trabalhar a disciplina de História como Ciência filosófica e reflexiva, formadora de conceitos subjetivos ou objetivos, relacionando Historia conhecimento, ou conhecimento histórico nas relações sociais, ou História como Ciência, e suas probabilidades, a buscar interpretações, e indagações, com os mais diferentes olhares relativamente históricos do objeto, questionando, cruzando informações trabalhando com as mais diversas fontes, orais de cunho tradicionalmente contado de gerações a gerações, documentos oficiais, ou fontes culturais como a música, a dança os rituais religiosos, a culinária, todas as ações humanas de determinados grupos, questionando, criticando, criando selecionando, descobrindo estruturas diversas que propicie uma leitura de mundo, mundo que esta a nosso alcance ali dentro da sala de aula.

          Nas intervenções pedagógicas, no que se refere à História no ensino como disciplina. Observei que os métodos de ensinar estão sofrendo mudanças no sentido de que esta havendo maior liberdade de escolha que vise maior diversificação dos materiais a serem trabalhados em sala de aulas, anteriormente tinha o livro didático como sendo o único material para aprender, como se fosse um manual hoje podemos se apropriar de materiais métodos e recurso que torne as aulas de História consideradas chatas, em aulas atraentes. Temos que fazer em cada indivíduo nascer o gosto a paixão pelo aprender, não somente aprender a História propriamente dita, mas aprender a viver a vida em constantes transformações, harmoniosamente e solidariamente, afinal de conta, desde que nascemos, vivemos em grupo, em sociedade, como e com seres humanos, com uma multipluralidade de indivíduos semelhantes e diferentes entres si, com uma multiplicidade de intercambio de culturas, de idéias, de pensamentos de atitudes de costumes de diferentes realidades, diferentes culturas, vivenciadas ao longo do tempo, influenciados pelo meio, seja passado presente ou futuro.

         Meu objetivo como interventor pedagógico no ensino de historia foi propor uma aula atraente visando utilizar grande variedade de material didático, livros didáticos, ou científicos teóricos, revistas, recursos audiovisuais como; vídeos e músicas, propondo sugestões nos métodos e materiais que pudessem ser utilizados, que tornassem aulas divertidas, diversificadas e atraentes. Alem de que trabalhei em sala com textos reflexivos visando conscientizar o aluno como sujeito, que fizeram, faz e fará parte dessa História vivida por eles por nós e por vocês hoje, como se todos nós fizéssemos parte da “Revolução Russa” a diferença é que, vivemos em períodos diferentes, mas estamos freqüentemente presenciando ou até mesmo vivendo revoluções, com os mais diferentes propósitos, ai podemos relacionar passado, presente causas e conseqüências de uma revolução que ocorrem na atualidade.

         Vivemos num mundo de possibilidades, de transformações, observei um grande entusiasmo no aprender História por parte dos alunos em que trabalhei o estágio, acredito que tenham aceitado minhas aulas como métodos inovadores a serem trabalhadas, minhas sugestões, a livre escolha nos materiais, a disciplina de História como fundamental ao processo de compreensão das realidades sociais, do passado do presente, e suas perspectivas de construção do sujeito do futuro, de uma realidade do futuro. Porque o compreender o passado, sabemos das conseqüências que certamente refletem no presente, e se todas essas relações vividas por sujeitos, semelhantes ou diferentes de nós, tiveram propósitos comuns, ou viveram realidades comuns em relação a nós porque eram seres humanos, como nós.

         Foi esse o meu propósito quando atuei como educador em minhas vivencias no cenário pedagógico, que tem o poder de transformar, não só o sujeito, mas a realidade do mundo em que vivemos, “apesar de que toda a mudança nos aspectos sociais é um processo lento” e nós educadores temos essa responsabilidade, temos que acreditar que podemos atuar como transformadores da realidade, talvez da realidade abstrata, subjetiva que certamente sentiremos os reflexos na concretividade, na objetividade do real do cotidiano das nossas vidas do nosso mundo, ao nosso redor ou na longetividade em que atingem nossos pensamentos transformadores.

Referencias Bibliográficas BURKE, Peter. A Revolução Francesa na da Historiografia; Escola dos Annales(1929-1989)São Paulo. UNESP. 1992. CERTEAU, Michel de. A Inversão do Cotidiano. Arte de Fazer/         Michel de Certeau; tradução de Epharaim Ferreira Alves. Rio de    janeiro.        Vozes,, 1994. CHARTIER, Roger. A História Cultural entre Praticas e Representações. Bertrand Brasil. Rio de Janeiro. 1998. FOUCAULT, Michel. Microfisica do Poder/ Michel Foucault; organização e tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro. Edições      Graal. 1979.NIKITIUK, Sônia L. Repensando o Ensino de História, Cortez SP 2001. VIEIRA, Maria do Pilar de, A Pesquisaem História SPÁtica, 2000 VEYNE, Paul Marie,1930. Como se Escreve a História, Foucault Revoluciona a História. UNB. 1998.


Acadêmico da 8ª fase do curso de História da Faculdade Integrada Facvest
Pedagogo e Coordenador do curso de História da Faculdade Integrada Facvest
Mestrando em Ciência da Informação do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal De Santa Catarina – UFSC (schutz@sle.br)

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